Revista de imprensa 2
Do Público "online":
Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames
Pois! Por cá seria um verdadeiro "sucesso"!
Do Público "online":
Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames
Pois! Por cá seria um verdadeiro "sucesso"!
Do Público "online":
Agência de acreditação criada há dois anos começa a certificar cursos em Janeiro
Do Público "online":
Reitor de Évora diz que a Universidade não é economicamente sustentável
Do Público "online":
No Público. A ler com atenção, porque esta é uma das "consequências" de Bolonha que (ainda) não foi devidamente acautelada (interpretações do "regime" de faltas):
Alunos da faculdade de Letras contra o novo regime de faltas (p. 11)
Extracto de uma entrevista de Miguel Pais Vieira (MPV) (a terminar o Doutoramento em Biologia Humana na FMUP) à revista Super interessante (Si):
Si: Considera a educação "não-formal" a mais importante. Porquê?
MPV: Apesar de conhecer casos em que, para o bem ou para o mal, a educação formal não foi determinante para o percurso dos indivíduos, parece-me que, no meu caso específico, o acompanhamento e o desenvolvimento extracurricular e extraprofissional foram os factores mais determinantes. Refiro-me aos exemplos, às atitudes em relação ao trabalho e aos outros, aos comentários e às palavras que vamos recebendo de pais, amigos, professores e orientadores, que muitas vezes nos permitem atribuir significado a todo o trabalho que vai sendo feito. Neste momento, o conhecimento está acessível a quase todos na internet. O que parece não estar acessível é a forma como devemos integrar este conhecimento na nossa maneira de viver e isto parece-me que é feito, em grande parte, pela educação não-formal.
Super interessante nº 138, Outubro de 2009 (edição portuguesa), pp. 44-45.
[Declaração de interesse: sou membro da Direcção do CADC]
Ontem, teve lugar na Almedina Estádio um debate intitulado "É o presidencialismo possível ou desejável em Portugal?". O debate integra-se no ciclo "QUE DEMOCRACIA PARA O SÉC. XXI?", organizado pelo CADC – Centro Académico de Democracia Cristã. Debateram o tema João Gonçalves e Pedro Mexia.
Foi surpreendente porque é um assunto que não se discute habitualmente. As perguntas da assistência também ajudaram ao diálogo que, na minha opinião, ultrapassou as expectativas. Alguém dizia, no final, que a discussão aprofundou temas que nunca seriam possíveis a políticos, porque teriam que ter em conta o que poderiam ou não dizer (até, nem de propósito, nas nossas actuais circunstâncias políticas, há que ter ainda mais cuidado), Vou deixar aqui um "cheirinho", para quem não esteve presente:
Deixo também duas ligações que se referem à matéria:
PS: os eventos do CADC podem ser seguidos pelo "Twitter" em: CADC
(Entrada estilo "tweet")
Para o ano, lá para Setembro, vamos ter "prova de vida" outra vez! Arre!
Do Público "online":
Portugal cai 14 posições no ranking da liberdade de imprensa
As coisas são como são!
Do Público "online":
Há uns tempos atrás, algo que surgiu como solução para os meus problemas oculares, viajava diariamente entre Cantanhede e Coimbra de comboio. Aproveitava o tempo de uma viagem com muitas paragens e feita a velocidades de apreciar a paisagem para ler (isto quando o maquinista não decidia poupar energia desligando as luzes, o que, diga-se em abono da verdade, não acontecia frequentemente). E li muito, como está documentado no blogue. No início de Janeiro deste ano, o comboio acabou sem aviso, substituido por um autocarro que ainda demora mais a fazer o mesmo percurso. O único sinal de obras foi a retirada dos sinais luminosos e das cancelas das passagens de nível. Agora, já não leio nas viagens de e para Coimbra, porque vou agarrado ao volante. Deixo aqui duas ligações importantes para esta questão:
Obras vão deixar 232 quilómetros de via-férrea sem qualquer comboio
PS: reparo agora que a Secretária de Estado dos Transportes reagiu à notícia acima na edição do Público de hoje; naturalmente (não deixa de ser irónico) na secção de opinião (p. 32)
Ora aí está algo que, espero, não se generalize; mas, como se soi dizer, quem já viu porcos a andar de bicicleta não se espanta com nada.
Professores recebem kits para entusiasmarem alunos para a sustentabilidade
Fareed Zakaria, commenting on a detailed report by the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) in Paris published in early 2006, mentioned the assessment of the OECD's chief economist that if current trends continued, the average U.S. citizen would be twice as rich as the average Frenchman or German. The argument that Europeans valued leisure more than Americans and that as a result, even though poorer, they had a better quality of life did not persuade Zakaria. If they would be only half as well off as the Americans, this would mean poorer health care and education and diminished access to all kind of other goods and service and a lower quality of life. Necessary reform in Europe had been postponed time and again, paralyzed by strikes and protests, and the efforts to liberalize trade had also been violently opposed. European higher education and scientific research, once foremost in the world, had been steadily dedining. In some fields, such as the biomedical sciences, it was no longer on the map and might well be surpassed by Asian countries. All this meant a further reduction of Europe's position in the world. At the same time, less defense spending weakened its ability to be a military partner of the United States or even to project military power for peacekeeping purposes. The weakening of Europe meant that it could not be a serious rival to America and America's superpower status would linger on. But it was also bad for the United States, as Samuelson put it, because it weakened the world economy. Europe could no longer be a strong ally of the United States because of the commitments required of an ally: "Unwilling to address their genuine problems, Europeans are becoming more reflexively critical of America." This gave the impression that they were active on the world stage, even as they were quietly acquiescing in their own decline.
[op. cit., p. 128; destaque meu]
Walter Laqueur (2007). The Last Days of Europe: Epitaph for an Old Continent, Thomas Dunne Books, Nova Yorque (256 pp.)
E como não há nada como uma boa risada para começar o dia ("caveat lector": com risco de se transformar em amarela), ora vejam:
(Via "tweet" de JLopesMarques)
When I enrolled in the metallurgy program at the Technische Hochschule in Munich, the courses offered were uninspiring. The chemistry courses were a different matter. Hans Fischer's lectures in organic chemistry had a lasting impact on me. His presentation of the subject matter was masterly and superbly organized, though delivered in a monotone. I learned from Fischer that playing to the galleries does not guarantee effective information transfer; it is the course content that counts. At the end of my sophomore year I knew I had found my field.
Konrad Bloch (1994). Blondes in Venetian Paintings, the Nine-Banded Armadillo and Other Essays in Biochemistry, Yale University Press, New Haven (p. x)
PS: Nuno Crato apreciará, seguramente, a citação
Do Expresso (necessária assinatura electrónica):
Mais de 100 licenciados deixam o país todos os meses (pp. 20-21, 1º Caderno)
Cepticismo saudável (p. 27, 1º Caderno, crónica de Nuno Crato)
Do Público "online":
Aluno acusa ministra de "tirar credibilidade à democracia"
PS: quase a lembrar um Alberto Martins de há 40 anos
Todos os nossos cursos foram adequados ao Processo de Bolonha, no ano passado. Está cumprida a primeira etapa do trabalho de Bolonha, a da reformatação dos cursos, a contagem das unidades de mérito e distribuição por ciclos, a que chamo engenharia curricular. Falta cumprir a segunda: tirar os efeitos pedagógicos do Processo de Bolonha, isto é, como tornar o aluno mais activo, participativo e responsável, e fazer do professor um moderador e não alguém que debita matéria. Falta ainda, activar a mobilidade e a complementaridade de formações que o Processo de Bolonha implica. É matéria para alguns anos e para que o Estado gaste mais dinheiro do que pensa, porque o Processo de Bolonha levado a sério implica um ensino mais caro
Carlos Reis (2008). Entrevista à Revista Homem magazine nº 227, p. 33
(Uma estreia por aqui)
Via um "tweet" de Paulo Querido, um texto cuja leitura recomendo, um pouco na linha do que fiz há uns tempos com textos de MMCarrilho:
Do Público "online":
Universidade de Coimbra considerada a melhor de Portugal pelo jornal "The Times"
Investigadores de Coimbra vencem competição internacional
PS: apesar de ser pouco crente em "rankings", acho que me perdoam se eu "puxar" pela "alma mater".
Do Público "online":
Ensino Superior: Custos em Portugal são dos mais elevados da Europa
Do Público "online":
Mais de dez mil alunos colocados na segunda fase, cerca de 3500 vagas por ocupar
Escolas técnicas francesas pagam por comparecimento de alunos
Se a moda pega por cá ... 8-)
Do Público "online", três excertos de uma entrevista com Seabra Santos:
Universidades podem chegar aonde a diplomacia não chega
“Estado tem que reformular a política de investimento no ensino superior”
Reitores pedem "um novo relacionamento"
(Também nas páginas 14 e 15 do jornal de hoje)
Não sei se servirá de muito este aviso aqui, mas cada acesso que faço à pagina de "Assinaturas e Serviços" do Expresso (https://aeiou.registo.expresso.pt/paginapessoal.aspx, a única maneira que encontrei para poder ler a forma digital do jornal este fim de semana) resulta num débito de um ano de assinatura (€ 60, pelo menos para mim). Podem seguir o desenrolar da estória no Twitter (barra lateral).
Passo os olhos, por acaso, pela capa da última revista da DECO. Os olhos fixam-se-me no "oneliner" do fundo:
Nada é dito sobre quanto teria que se gastar para alcançar tal "economia"! As coisas são o que são.
Prometi a mim mesmo que não faria publicidade às "provas de vida" anuais do MCTES, mas não resisto a deixar a ligação para quem, superiormente, comenta a última versão das ditas:
E, se tiverem algum tempo, acho que fariam muito bem em dar uma vista de olhos (devidamente reflectida, já agora) a esta outra entrada da mesma "blogger":
Bolonha - um portento nacional da aplicação de "lean management"
Do Público "online":
SNESup e Fenprof unem-se para alterar estatutos das carreiras docentes
Do Público "online":
Marçal Grilo defende racionalização da rede e melhores currículos no ensino superior por causa de Bolonha (também na p. 9 da edição em papel)
Nota: o último paragrafo da notícia inclui uma ironia "deliciosa", 8-).
Do Público "online":
Depois de algumas dificuldades iniciais com o "video feed", que cortou principalmente as intervenções institucionais e políticas e a intervenção do "chairman" do primeiro tema (A concepção curricular no Quadro de Bolonha) foi possível seguir o resto da conferência até cerca das 13:15. Se algum leitor tiver feito a captura do "feed", sou candidato a receber uma cópia para poder encher os "buracos".
Do Público:
Escolas precisam de dinheiro para melhor aplicar Bolonha (p. 18)
Referência da conferência: O Futuro de Bolonha, Dez Anos Depois, com transmissão directa "online"
"Si non e vero, e ben trovato"
Do Público "online":
Tempo de resposta a pedidos de bolsas de alunos do Superior reduzido para um mês
Goste-se ou não do estilo de João Gonçalves, o que não é possível negar é que diz o que pensa. Deixo aqui a ligação para um exemplo claro desse estilo, que tem, naturalmente, que ver com as IES:
A minha companhia de leitura nos tempos mais recentes tem sido o último livro (penso eu) de Jared Diamond (JD). Recomendo a sua leitura. É possível que cada um de nós discorde de uma ou outra ideia de JD. Mas o âmbito da análise que JD faz das nossas escolhas e da sua influência no nosso futuro como sociedade não pode ser senão (mais) um alerta, desafiante e modificador de ideias feitas. Sem ser um livro sobre Ecologia, é, de facto, uma demonstração da globalização dos problemas (não só económicos) que temos que enfrentar como passageiros da nave "Terra". Ah! Não se assustem com a extensão do livro. Este é um daqueles que, pelo menos no meu caso, prende a atenção do leitor. Uma citação, que até tem aplicação (na minha opinião) à nossa situação política actual:
All of these examples in the preceding several pages illustrate situations in which a society fails to try to solve perceived problems because the maintenance of the problem is good for some people. In contrast to that so-called rational behavior, other failures to attempt to solve perceived problems involve what social scientists consider "irrational behavior": i.e., behavior that is harmful for everybody. Such irrational behavior often arises when each of us individually is torn by clashes of values: we may ignore a bad status quo because it is favored by some deeply held value to which we cling. "Persistence in error," "wooden-headedness, "refusal to draw inference from negative signs," and "mental standstill or stagnation" are among the phrases that Barbara Tuchman applies to this common human trait. Psychologists use the term "sunk-cost effect" for a related trait: we feel reluctant to abandon a policy (or to sell a stock) in which we have already invested heavily.
[op. cit., p. 432]
Jared Diamond (2005). Collapse: How Societies Choose to Fail or Survive, Penguin Books, UK (576 pp.).
Uma outra entrada sobre a tradução portuguesa do mesmo livro:
Do Público "online":
Mais de 45.200 alunos colocados na primeira fase
Vagas crescem abrindo o Superior a 86 por cento dos candidatos
Educação: Portugal continua a ter nível de educação muito baixo (ver ligação para o relatório numa entrada anterior)
Para quem preferir, aqui ficam as referências do DN "online" das duas partes do artigo de MMCarrilho mencionadas na entrada anterior:
Recomendo, em absoluto, a leitura das duas partes de um artigo de Manuel Maria Carrilho no DN, que João Gonçalves partilha no seu "Portugal dos pequeninos". Não sendo propriamente um admirador de Carrilho, fiquei surpreendido com um texto cuja leitura acho importante no actual momento político (mas não só):
O Poder, afinal, para quê? (I)
Numa toada mais leve, partilho aqui também uma das melhores tiradas que já li. Imperdível!:
Do Público "online":
Relatório da OCDE com dados de 2007. As diferenças entre Portugal e os outros países
Também nas pp. 2-3 da edição em papel/"online" e editorial de JMFernandes na pp. 38
Referência: Education at a Glance 2009: OECD Indicators