Blogue de discussão de ideias sobre a Universidade. O que é, o que deveria ser, o que podemos fazer para a transformar.
O blogue está, naturalmente, aberto à discussão da Educação/Ensino Superior em geral.
O CCSISP (Confederação dos Patrões dos Politécnicos) ainda tentou desmobilizar o protesto dos professores do Politécnico, dizendo que estava tudo bem na última versão do MCTES... Claro que os donos do CCSISP estão feitos com o Zé Mariano... Basta dizer que um dos bosses do CCSISP (Luciano Almeida, do IPLeiria) já perdeu o mandato há um ano e continua alegremente em funções, pelo menos até Novembro ou Dezembro... Até já se deu ao luxo de apresentar hoje a sua candidatura a provedor do aluno, numas eleições marcadas para um dia (15-06) em que os alunos nem sequer têm aulas... mas a posse é só uma semana depois da tomada de posse do novo presidente, daqui a 5 meses! Digam lá se esta malta do CCSISP não sabe fazer regulamentos à medida!?
Estive em Lisboa juntamente com centenas de colegas vindos de todo o país. Foram muitos os professores do ensino superior politécnico e escassos os do universitário. Mesmo assim, para uma classe que não tem atitudes reivindicativas marcantes pelo menos desde 1995, penso que a jornada foi um êxito.
Não estou muito esperançado que Mariano Gago mude de posição. Mas temos que ver esta manifestação como o início de um processo, não como um fim.
P.S. O comunicado do vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é verdadeiramente vergonhoso e constitui um escarro na face dos professores do ensino superior politécnico. Espero que sirva para aumentar a sua mobilização.
Outro aspecto lamentável, da lamentável proposta de Mariano Gago, tem a ver com os concursos passarem a ser apenas documentais. Não sou muito favorável a provas públicas para pessoas que não tenham obtido o devido grau académico (como alguns dos já especialistas). Mas, depois de obtido o grau de doutor, seria desejável que os candidatos a concurso mostrassem as suas aptidões pedagógicas em prova pública. Assim, os docentes competentes do politécnico não teriam medo de qualquer concurso. O problema é que Mariano Gago quer resolver as suas asneiras do passado à custa da vida dos docentes do politécnico. Quer por em pé de igualdade, em concurso, pessoas que levaram a vida a fazer só investigação com outros que tiveram de preparar e dar aulas, assegurar trabalho administrativo e, também, no pouco tempo restante, obtiveram graus e fizeram investigação. Mariano Gago preparou um estatuto para dar primazia aos primeiros.
A proposta de estatuto da carreira docente é injusta e mostra que Mariano Gago não compreende o ensino politécnico.
Como resultado da incompetência de Mariano Gago serão despedidos 4000 docentes, para os quais não haverá concurso, mesmo que sejam doutorados.
3000 docentes mantêm-se na carreira (com contrato por tempo indeterminado), mesmo que sejam mestres ou licenciados com provas públicas ou licenciados admitidos na carreira no período de instalação.
Os restantes 3500 poderão disputar os lugares que já ocupam com competência (alguns há mais de 15 anos), em concurso, se forem doutores ou se conseguirem vir a sê-lo no período de transição. Se não: RUA.
Expliquem-me a lógica disto. Será que o homem (o Gago) é mesmo incompetente?
Por outro lado os Senhores dos Anéis, perdão, os Patrões do CCISP acham que o novo estatuto está muito bem. Incrível!!!
Será que esses Senhores são dos tais que chegarão a Professor Coordenador Principal (equivalente a Catedrático) apenas com a Licenciatura e umas provazinhas?
O comunicado do CCISP está cheio de inverdades (ver nota de imprensa de 8 de Junho de 2009, em ccisp.pt)
A abrir, “a revisão dos estatutos é matéria da competência do MCTES e das organizações sindicais”.
Mentira descarada. Desde logo o CCISP se apresentou com um pacote de exigências ante o Ministro, em que repetiam “ad nauseam”, a exigência de um escalão superior e outras extensas mordomias. Em nota de rodapé referiam o problema dos equiparados, coitados. (ver anteriores comunicados)
E a fechar, uma vez mais em nota de rodapé, “o Conselho realça o contributo que os actuais docentes e equiparados tiveram na consolidação do ensino superior politécnico”.
Pois, lágrimas de crocodilo. Secas!
Podiam ter-se poupado a este papel, sobretudo nesta fase. De ser a voz do dono. E com este descaramento e afronta aos que serão colocados fora do sistema.
Comentário(s)
O CCSISP (Confederação dos Patrões dos Politécnicos) ainda tentou desmobilizar o protesto dos professores do Politécnico, dizendo que estava tudo bem na última versão do MCTES... Claro que os donos do CCSISP estão feitos com o Zé Mariano... Basta dizer que um dos bosses do CCSISP (Luciano Almeida, do IPLeiria) já perdeu o mandato há um ano e continua alegremente em funções, pelo menos até Novembro ou Dezembro... Até já se deu ao luxo de apresentar hoje a sua candidatura a provedor do aluno, numas eleições marcadas para um dia (15-06) em que os alunos nem sequer têm aulas... mas a posse é só uma semana depois da tomada de posse do novo presidente, daqui a 5 meses! Digam lá se esta malta do CCSISP não sabe fazer regulamentos à medida!?
Posted by: Licas | junho 4, 2009 01:09 AM
Estive em Lisboa juntamente com centenas de colegas vindos de todo o país. Foram muitos os professores do ensino superior politécnico e escassos os do universitário. Mesmo assim, para uma classe que não tem atitudes reivindicativas marcantes pelo menos desde 1995, penso que a jornada foi um êxito.
Não estou muito esperançado que Mariano Gago mude de posição. Mas temos que ver esta manifestação como o início de um processo, não como um fim.
P.S. O comunicado do vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é verdadeiramente vergonhoso e constitui um escarro na face dos professores do ensino superior politécnico. Espero que sirva para aumentar a sua mobilização.
Posted by: PJ | junho 4, 2009 07:51 PM
Outro aspecto lamentável, da lamentável proposta de Mariano Gago, tem a ver com os concursos passarem a ser apenas documentais. Não sou muito favorável a provas públicas para pessoas que não tenham obtido o devido grau académico (como alguns dos já especialistas). Mas, depois de obtido o grau de doutor, seria desejável que os candidatos a concurso mostrassem as suas aptidões pedagógicas em prova pública. Assim, os docentes competentes do politécnico não teriam medo de qualquer concurso. O problema é que Mariano Gago quer resolver as suas asneiras do passado à custa da vida dos docentes do politécnico. Quer por em pé de igualdade, em concurso, pessoas que levaram a vida a fazer só investigação com outros que tiveram de preparar e dar aulas, assegurar trabalho administrativo e, também, no pouco tempo restante, obtiveram graus e fizeram investigação. Mariano Gago preparou um estatuto para dar primazia aos primeiros.
Posted by: Mariano Gago quer despedir 4000 | junho 6, 2009 05:29 PM
A proposta de estatuto da carreira docente é injusta e mostra que Mariano Gago não compreende o ensino politécnico.
Como resultado da incompetência de Mariano Gago serão despedidos 4000 docentes, para os quais não haverá concurso, mesmo que sejam doutorados.
3000 docentes mantêm-se na carreira (com contrato por tempo indeterminado), mesmo que sejam mestres ou licenciados com provas públicas ou licenciados admitidos na carreira no período de instalação.
Os restantes 3500 poderão disputar os lugares que já ocupam com competência (alguns há mais de 15 anos), em concurso, se forem doutores ou se conseguirem vir a sê-lo no período de transição. Se não: RUA.
Expliquem-me a lógica disto. Será que o homem (o Gago) é mesmo incompetente?
Por outro lado os Senhores dos Anéis, perdão, os Patrões do CCISP acham que o novo estatuto está muito bem. Incrível!!!
Será que esses Senhores são dos tais que chegarão a Professor Coordenador Principal (equivalente a Catedrático) apenas com a Licenciatura e umas provazinhas?
Posted by: Mariano Gago quer despedir 4000 | junho 6, 2009 05:46 PM
O comunicado do CCISP está cheio de inverdades (ver nota de imprensa de 8 de Junho de 2009, em ccisp.pt)
A abrir, “a revisão dos estatutos é matéria da competência do MCTES e das organizações sindicais”.
Mentira descarada. Desde logo o CCISP se apresentou com um pacote de exigências ante o Ministro, em que repetiam “ad nauseam”, a exigência de um escalão superior e outras extensas mordomias. Em nota de rodapé referiam o problema dos equiparados, coitados. (ver anteriores comunicados)
E a fechar, uma vez mais em nota de rodapé, “o Conselho realça o contributo que os actuais docentes e equiparados tiveram na consolidação do ensino superior politécnico”.
Pois, lágrimas de crocodilo. Secas!
Podiam ter-se poupado a este papel, sobretudo nesta fase. De ser a voz do dono. E com este descaramento e afronta aos que serão colocados fora do sistema.
Posted by: Edu(l)colândia | junho 10, 2009 01:20 AM