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"The End of Education: Redefining the Value of School"

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Questions like these preoccupy scholars in every field. Do I exaggerate in saying that a student cannot understand what a subject is about without some understanding of the metaphors that are its foundation? I don't think so. In fact, it has always astonished me that those who write about the subject of education do not pay sufficient attention to the role of metaphor in giving form to the subject. In failing to do so, they deprive those studying the subject of the opportunity to confront its basic assumptions. Is the human mind, for example, like a dark cavern (needing illumination)? A muscle (needing exercise)? A vessel (needing filling)? A lump of clay (needing shaping)? A garden (needing cultivation)? Or, as so many say today, is it like a computer that processes data? And what of students? Are they patients to be cared for? Troops to be disciplined? Sons and daughters to be nurtured? Personnel to be trained? Resources to be developed?
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(op. cit., p. 174)

Lembro-me do meu tempo de liceu, da Filosofia que era então disciplina obrigatória dos 6º e 7º anos do Curso Complementar dos Liceus (actualmente, 10º e 11º anos), independentemente de se ter escolhido a área de Ciências ou de Letras. Assim como me lembro da definição que o professor deu do que a disciplina tratava, a tradicional amizade pelo conhecimento. E da atitude que nos recomendou: questionar sempre.
O curioso é que, muitos anos depois, as questões filosóficas assumem para mim uma importância sempre crescente. Apesar da especialização disciplinar que ocorreu entretanto, primeiro em Biologia e depois em Bioquímica, essa semente inicial veio a desenvolver-se por via do interesse por Educação.
Aqui estou hoje, saltitando de um livro para outro, de uma forma mais ou menos casuística (porque dependente do acesso), mas em parte orientada pelos meus novos mestres (os autores). Aprende-se (pelo menos eu aprendo) pelo confronto de ideias e pelo "diálogo" em diferido com o que outros pensaram ou pensam. Não deixa de ser relevante que ainda hoje prefira o livro em papel, mesmo quando tenho acesso a versões digitais. Parte dessa preferência tem a ver com a possibilidade de o levar para qualquer lado (sem o pesado "alforge" do portátil, por exemplo), o que me permite escolher sem restrições um ambiente propício à reflexão. Outra parte vem da própria natureza do contacto com o livro: da "pressão" para ir até ao fim, conhecendo progressivamente qual o objectivo do autor; de como me suscita novas interrogações; de como me força a questionar a minha maneira de pensar; de como me surpreende com ideias que não me tinham ocorrido. Creio que são efeitos que a leitura no computador não simula tão bem. Além de que esta última forma facilita enormemente a distracção e dispersão: um "e-mail" que chega, uma ligação que "é preciso" seguir.
Neil Postman é um autor curioso, que me diz muito porque pensa "ao contrário", uma maneira estranha de dizer que procura (e expõe) perspectivas não tradicionais sobre a questão em análise. Neste livro, o tema é a necessidade de uma ideia central sobre a escola, motivadora para os alunos e fértil para os professores. Não tem a ver com currículos, programas, ou pedagogias. Ou então tem, mesmo, tudo a ver com isso tudo e mais ainda; tem a ver com a ideia de Escola e com a ideia de Educação, ambas mais do que a soma das partes. Foi um desafio ler este pequeno livro de 200 páginas, resistindo à tentação de me dispersar para alguns outros citados pelo autor (que, diga-se, é muito selectivo nas referências). O facto de ser "dirigido" para um nível de ensino básico não lhe retira valor; antes, acrescenta porque não permite a aplicação de "receitas" sem reflexão própria. Experimentem.

Referências anteriores:

Para que serve a Educação?

Para que serve a Educação? 2

Neil Postman (1996). The End of Education: Redefining the Value of School. Vintage Books, Nova Yorque (209 pp.)

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