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A mulher de César

Gostaria de ser aqui um pouco mais explícito do que na nota da segunda entrada abaixo, escrita no calor do momento.
Independentemente do valor real dos diplomas legais em causa (Estatutos da Carreira Docente Universitária e Politécnica), não vejo como uma cerimónia de assinatura para o "retrato" possa acrescentar qualquer coisa ao assunto. Bem pelo contrário, retira-lhe legitimidade, abrindo a porta a ataques e/ou modificações futuras. Não me parece curial que o MCTES, que usa o critério da excelência com alguma frequência nas suas intervenções, possa nesta situação reclamar a dita. A preocupação excessiva com a "legalidade" dos actos, independentemente das questões éticas e de substância, é muito frequente nos membros deste Governo, não se eximindo o MCTES da mesma etiqueta. Será isto fazer (bem) o TPC? Só não lhe atribuo nota porque isso é uma "marca registada" de MRSousa, mas é fácil imaginar de que lado da escala estaria caso o fizesse.
Recordo que o que está aqui em causa é o número de docentes do ES representados pelos sindicatos que assinaram o acordo, extremamente baixo. Os dois que não assinaram (FENPROF e SNESup) têm a larga maioria de sindicalizados da classe.

* Seria interessante fazer um levantamento dos "bordões" do Governo, numa perspectiva sociológica. "Excelência" e "Legalidade" são dois exemplos perfeitos neste contexto: de facto, que significam? E qual o significado do seu uso excessivo?

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