Ver passar os comboios
Há uns tempos atrás, algo que surgiu como solução para os meus problemas oculares, viajava diariamente entre Cantanhede e Coimbra de comboio. Aproveitava o tempo de uma viagem com muitas paragens e feita a velocidades de apreciar a paisagem para ler (isto quando o maquinista não decidia poupar energia desligando as luzes, o que, diga-se em abono da verdade, não acontecia frequentemente). E li muito, como está documentado no blogue. No início de Janeiro deste ano, o comboio acabou sem aviso, substituido por um autocarro que ainda demora mais a fazer o mesmo percurso. O único sinal de obras foi a retirada dos sinais luminosos e das cancelas das passagens de nível. Agora, já não leio nas viagens de e para Coimbra, porque vou agarrado ao volante. Deixo aqui duas ligações importantes para esta questão:
Obras vão deixar 232 quilómetros de via-férrea sem qualquer comboio
PS: reparo agora que a Secretária de Estado dos Transportes reagiu à notícia acima na edição do Público de hoje; naturalmente (não deixa de ser irónico) na secção de opinião (p. 32)